

Sua orientação sexual ou identidade de gênero pode fazer parte da sua história de muitas maneiras. A terapia pode ser um espaço para falar sobre essas experiências com acolhimento, respeito e sem julgamentos.
Talvez você esteja tentando entender melhor sua identidade, lidar com questões nos relacionamentos ou encontrar um lugar onde possa se sentir pertencente. Também pode ter passado por situações de rejeição, preconceito ou medo de não ser aceito. Às vezes, esconder partes de quem você é acaba sendo uma forma de se proteger. Tudo isso pode ser trazido para a terapia, se fizer sentido para você.
Na psicoterapia afirmativa, sua identidade não é tratada como um problema a ser corrigido. Você pode falar sobre orientação sexual, identidade de gênero, relacionamentos, família ou experiências de preconceito sem precisar se justificar. E sua identidade não precisa explicar tudo o que acontece na sua vida. Ansiedade, autoestima, relações, trabalho, família e outras dificuldades também podem fazer parte da terapia.
A ideia é entender o que está acontecendo na sua vida e trabalhar aquilo que estiver sendo difícil para você. Não é preciso chegar à terapia sabendo exatamente o que quer trabalhar. Podemos começar pelo que está acontecendo agora.

Algumas experiências podem trazer você até a terapia
Cada história é única, mas existem vivências que aparecem com frequência na vida de pessoas LGBTQIAPN+. Veja abaixo algumas delas e entenda como a psicoterapia pode ajudar.
A terapia pode ser um espaço para entender o que você vive, cuidar do que é importante pra você e construir uma vida mais alinhada com quem você é.


É comum a ansiedade aparecer como preocupação constante, sensação de estar sempre em alerta ou aquela impressão de que a cabeça não desliga. Para algumas pessoas LGBTQIAPN+, ela também pode estar naquele esforço de perceber o ambiente antes de se mostrar por inteiro: pensar duas vezes antes de falar sobre a própria vida, avaliar se é seguro demonstrar afeto ou imaginar como alguém vai reagir ao descobrir uma parte de quem você é.
Na terapia, vamos entender como esse estado de alerta aparece na sua vida e o que você acaba fazendo para se proteger quando a ansiedade surge. Talvez evitar determinados lugares, esconder algumas coisas, buscar aprovação ou tentar prever a reação dos outros já tenha sido uma forma importante de se cuidar. Vamos entender quando essas estratégias ainda ajudam e quando começam a limitar suas escolhas, relações e possibilidades.
A partir disso, vamos buscar formas mais flexíveis de lidar com a ansiedade, para que você possa escolher como agir sem precisar passar o tempo todo tentando prever o que os outros vão pensar.
A depressão pode aparecer como tristeza, cansaço, falta de vontade, isolamento ou aquela sensação de que nada parece ter muita graça. Às vezes também existe uma sensação mais difícil de explicar: estar cansado de se adaptar, de esconder partes de si ou de tentar encontrar um lugar em que você possa simplesmente existir sem ficar se perguntando se está sendo aceito.
Para algumas pessoas LGBTQIAPN+, experiências de rejeição, conflitos familiares, discriminação ou períodos de ocultação podem fazer parte dessa história. Isso não significa que sua orientação sexual ou identidade de gênero explique todo o seu sofrimento. Na terapia, vamos entender o que aconteceu, o que está acontecendo hoje e como essas experiências se relacionam com a forma como você se sente, pensa e age.
A partir disso, podemos buscar caminhos para recuperar, aos poucos, o contato com pessoas, atividades, relações e partes de você que foram ficando de lado enquanto você tentava apenas dar conta das coisas.
Às vezes, o estresse deixa de ser apenas uma fase mais puxada e começa a tomar conta da rotina. Você pode se sentir constantemente cansado, irritado, sobrecarregado ou perceber que está funcionando no automático, sem conseguir realmente descansar. Mesmo quando existe tempo para parar, pode parecer difícil desligar a cabeça ou simplesmente não estar tentando dar conta de alguma coisa.
Para algumas pessoas LGBTQIAPN+, esse desgaste também pode envolver o esforço de se adaptar constantemente aos ambientes em que estão. Pensar sobre o quanto revelar sobre si, lidar com expectativas diferentes ou sentir que precisa se policiar pode consumir energia, especialmente quando isso se soma às exigências do trabalho, dos estudos e da vida cotidiana.
Na terapia, vamos entender o que está mantendo esse estado de sobrecarga e quais estratégias você tem usado para continuar funcionando. A partir disso, podemos buscar formas diferentes de lidar com as demandas, estabelecer limites e construir uma rotina mais sustentável.
Nem todo luto recebe o espaço que merece. Às vezes, existe uma perda que foi profundamente importante para você, mas que as pessoas ao redor não reconhecem da mesma forma. Uma relação que a família não conhecia, uma pessoa que você precisou amar em silêncio ou um vínculo que nunca pôde ser vivido ou apresentado como você gostaria podem deixar uma sensação difícil de explicar depois da perda.
Nessas situações, pode existir não só a saudade, mas também a sensação de que você precisa justificar por que aquilo foi tão importante, esconder o tamanho da sua dor ou lidar sozinho com uma perda que outras pessoas parecem não compreender. Isso pode tornar ainda mais difícil encontrar espaço para viver o luto.
Na terapia, você não precisa diminuir o que aquela pessoa ou aquela relação significou para você. Podemos compreender como essa perda afetou sua vida e encontrar uma forma de seguir em frente que não exija apagar o vínculo, esconder a importância daquela história ou fingir que ela significou menos do que realmente significou.
A relação com o próprio corpo pode afetar profundamente a autoestima. Para algumas pessoas LGBTQIAPN+, isso pode envolver a sensação de que existe um tipo de corpo que precisa ser alcançado para ser desejado, bonito ou reconhecido como pertencente à comunidade. A comparação constante com outros corpos pode levar tanto à busca por um corpo cada vez mais magro quanto à necessidade de ganhar músculos, definir o corpo ou mudar a aparência para se sentir suficiente.
Quando a aparência começa a ocupar espaço demais, podem surgir comportamentos como restrição alimentar, culpa depois de comer, exercício excessivo, checagem constante do corpo ou preocupação intensa com peso, músculos e definição. Aos poucos, a autoestima pode ficar cada vez mais dependente da forma como você acredita que está sendo visto pelos outros.
Na terapia, podemos entender como essa relação com o corpo e com a aparência foi construída e o que você acaba fazendo para tentar se sentir mais seguro, desejado ou satisfeito consigo mesmo. O objetivo não é dizer como você deveria se sentir em relação ao seu corpo, mas ajudar você a construir uma relação menos dominada por comparação, cobrança e necessidade de controle.
Relacionamentos podem envolver medo de rejeição, dificuldade de confiar, insegurança para demonstrar afeto e conflitos sobre limites. Para pessoas LGBTQIAPN+, algumas dessas questões podem ganhar outras camadas: decidir quando e para quem falar sobre a relação, lidar com diferentes níveis de abertura entre parceiros, descobrir como cada pessoa quer se expor ou não se expor e negociar a presença da família e dos amigos na vida do casal.
Também podem aparecer diferenças sobre o que significa assumir a relação publicamente, receio de demonstrar afeto em determinados lugares, experiências anteriores de rejeição ou a sensação de que você precisa administrar constantemente o quanto da sua vida pode ser compartilhado com outras pessoas. Essas situações podem afetar a intimidade, a comunicação e a maneira como cada pessoa se sente dentro da relação.
Na terapia, podemos olhar para esses padrões sem partir de uma ideia pronta sobre como um relacionamento deveria ser. Vamos entender o que acontece entre você e o outro, quais necessidades ficam difíceis de comunicar, onde seus limites aparecem e que tipo de relação você realmente quer construir.
Procurar terapia já pode ser um processo que exige disposição. Quando, além de decidir começar, você precisa lidar com deslocamentos, horários difíceis, mudanças na rotina ou outras questões que tornam complicado manter o acompanhamento, é fácil acabar adiando ou interrompendo algo que poderia ser importante para você.
Por isso, procuro tornar a parte prática da terapia o mais simples possível. O primeiro contato pode ser feito pelo WhatsApp, onde podemos conversar sobre o que você está buscando, esclarecer suas dúvidas e verificar os horários disponíveis. Depois que o processo começa, os encontros acontecem online, sem que o acompanhamento dependa de deslocamentos ou de uma rotina que nem sempre permite encaixar um atendimento presencial.
A ideia é que as questões práticas não se tornem mais uma barreira para cuidar daquilo que está acontecendo com você.
A terapia não precisa ser uma conversa sem direção. Meu trabalho é baseado na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), uma abordagem psicológica baseada em evidências, com eficácia investigada em pesquisas clínicas e diferentes contextos de tratamento. A escolha da abordagem não parte apenas de uma preferência pessoal, mas de um corpo de conhecimento científico que orienta a prática clínica.
Isso não significa aplicar uma fórmula pronta para todo mundo. Cada pessoa chega à terapia com uma história, necessidades e objetivos diferentes, e esses aspectos precisam orientar o processo. Para pessoas LGBTQIAPN+, isso também significa considerar as experiências e contextos que fazem parte da história de cada pessoa, sem transformar sua orientação sexual ou identidade de gênero em um problema a ser corrigido.
A proposta é unir evidência científica, rigor técnico e uma prática clínica individualizada. Assim, a terapia mantém uma direção clara sem perder de vista aquilo que torna cada processo único.
A terapia precisa ser um espaço onde você possa falar sobre coisas que talvez não consiga falar em nenhum outro lugar. Pode ser uma preocupação que você guarda há muito tempo, algo que aconteceu e ainda mexe com você, uma dificuldade nos seus relacionamentos ou até coisas que você sente vergonha de contar. Você não precisa ficar calculando o que pode ou não dizer, nem esconder partes da sua história por medo de como elas serão recebidas.
Isso também vale para aspectos da sua orientação sexual, identidade de gênero, relacionamentos e outras experiências que talvez você ainda não consiga compartilhar com outras pessoas. O que é conversado durante as sessões é protegido pelo sigilo profissional, permitindo que você possa falar com mais liberdade sobre aquilo que realmente está acontecendo na sua vida.
O sigilo profissional também tem limites previstos pelas normas da profissão, que são explicados quando isso for relevante para o atendimento. Fora dessas situações, as informações compartilhadas em terapia são mantidas em sigilo. A ideia é que você tenha clareza sobre como esse espaço funciona e segurança para falar sobre o que realmente importa.
A terapia é um espaço para olhar com mais atenção para aquilo que está acontecendo na sua vida, mas você não precisa chegar sabendo exatamente o que quer dizer ou com tudo organizado na cabeça. Parte do meu trabalho é ajudar a organizar essas questões, fazer perguntas, trazer outras perspectivas e, junto com você, entender o que pode ser importante trabalhar.
A conversa também pode assumir diferentes formas conforme o que estamos trabalhando. Às vezes, uma questão pede uma conversa mais direta ou uma explicação sobre determinado assunto. Em outras, pode fazer sentido usar humor, trazer uma referência a um filme, uma música ou alguma outra coisa que ajude a olhar para a situação por outro ângulo. A terapia não precisa seguir um roteiro igual em todas as sessões.
Suas experiências, necessidades e objetivos orientam o processo, enquanto eu trago o conhecimento e a experiência clínica para dar direção ao trabalho. Para pessoas LGBTQIAPN+, isso também significa ter espaço para falar sobre sua identidade, seus relacionamentos e suas experiências sem precisar se explicar ou justificar para que aquilo seja compreendido.
A ideia é ter uma terapia com direção e conhecimento técnico, mas que também seja uma conversa de verdade, feita para você.
Um espaço tranquilo para a sua terapia
As sessões presenciais acontecem em um espaço reservado, pensado para que você possa se sentir à vontade durante o atendimento.
📍 Avenida Paulista, 1471 — São Paulo/SP